Guiné-Bissau: CNT satisfeito com realização de referendo constitucional
Alberto Pinto Pereira é um dos porta-vozes do Conselho Nacional de Transição. Num pronunciamento nesta segunda-feira ele lamentou o facto de se ter debatido mais da legitimidade da consulta popular, do que propriamente da opção que era colocada aos eleitores.
Quero felicitar todos os cidadãos que participaram neste importante momento da nossa vida nacional, independentemente de terem votado sim ou não. O povo foi chamado a pronunciar se sobre uma questão fundamental para o futuro institucional do país e aquilo que vimos foi, acima de tudo, civismo, serenidade e sentido de responsabilidade.
A Guiné-Bissau realizou o seu referendo em paz. Devemos felicitar os eleitores, os membros das mesas de voto, os agentes eleitorais, a Comissão Nacional de Eleições, as forças de segurança, os jornalistas e todos aqueles que contribuíram para que este acto decorresse com tranquilidade.
Mas terminado isso, chegou também o momento de retirarmos algumas conclusões políticas. O primeiro e o maior constrangimento político que antecedeu este referendo foi muito claro. Discutiu-se mais a legitimidade do que a Constituição.
O golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 veio a traduzir-se na implementação de um Conselho Nacional de Transição que adoptou uma nova constituiçao, entretanto já promulgada.
Esta reforça os poderes do Presidente e diminui substancialmente o número de deputados e de círculos eleitorais.
No domingo os eleitores guineenses (sem a diáspora) eram chamados a pronunciar-se a favor ou contra este texto numa consulta popular cuja legitimidade foi contestada pela sociedade civil e também por diversos partidos políticos.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.rfi.fr.