Nepal: Prosseguem buscas por sobreviventes uma semana após a catástrofe
As autoridades receiam que um grande número de vítimas esteja soterrado pelos detritos deixados pelas inundações que devastaram cidades e vales próximos da fronteira com a China. Pelo menos 583 cidadãos estrangeiros continuam desaparecidos.
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, associou as inundações repentinas que atingiram o país às alterações climáticas e apelou a uma acção global.
Este é um sinal sério de que, juntamente com as alterações climáticas, os riscos que temos de enfrentar na região dos Himalaias estão a aumentar.
Temos de estar conscientes disso e chegou também o momento de apresentarmos, de forma firme, perante a comunidade internacional, as catástrofes que estamos a sofrer devido às alterações climáticas.
As alterações climáticas são resultado do contributo de todo o mundo e, por isso, mitigar e gerir os seus efeitos é uma responsabilidade partilhada pela comunidade global.
As autoridades nepalesas procuram agora identificar novos locais seguros para a reconstrução das habitações, permitindo que as populações deixem de estar expostas a catástrofes semelhantes no futuro. Dados provisórios avançam que o país terá de reconstruir pelo menos 20.000 habitações nas zonas afectadas pelo desastre.
O Nepal prevê reconstruir um sistema de alerta precoce contra deslizamentos de terras do seu lado da fronteira com a China, através da instalação de sensores sísmicos, câmaras e uma ligação por satélite.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.rfi.fr.